Hóspedes Incômodas ou Bem Vindas? As Emoções em um Órgão Público de Minas Gerais
DOI:
https://doi.org/10.21118/apgs.v15i1.14139Resumo
Objetivo da pesquisa: Compreender a articulação das emoções às práticas organizacionais em um órgão público de Minas Gerais.
Enquadramento teórico: As emoções são estudadas sob os pontos de vista político e construtivista, entendendo-as como produtos
e produtoras da realidade. Dessa forma, as emoções fazem parte da racionalidade humana e integram as práticas organizacionais
de maneira consciente ou inconsciente (Zietsma & Toubiana, 2018; Oliveira & Cavedon, 2019).
Metodologia: Foi realizada uma pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas
semiestruturadas com dezesseis servidores do órgão público pesquisado, entre os meses de janeiro e julho de 2021. Os dados foram
analisados por Análise de Conteúdo.
Resultados: Foram apontadas algumas relações entre emoções e sentimentos dos entrevistados com práticas comuns na
organização, revelando como a estrutura burocrática e as relações de poder influenciam nas experiências emocionais. A pesquisa
conclui que determinados tipos de práticas organizacionais contribuem para uma integração mais saudável e construtiva das
dinâmicas emocionais ao trabalho.
Originalidade: Muitos estudos que abordam o tema das emoções nas organizações partem de polarizações entre a razão e as
emoções. Nesta pesquisa, demonstramos como as emoções integram as racionalidades nas práticas organizacionais. A grande
maioria parte também de abordagens funcionalistas, negligenciando aspectos políticos e relacionais.
Contribuições teóricas e práticas: O presente artigo contribui para ampliar o debate sobre as emoções na Administração e nos
Estudos Organizacionais, trazendo como as emoções se articulam às práticas organizacionais e às racionalidades subjacentes. Dessa
forma, aponta para possíveis caminhos rumo à construção de ambientes de trabalho mais propícios ao desenvolvimento emocional.
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