Fatores que influenciam a hidrólise enzimática de resíduos agrícolas para produção de etanol: uma revisão
DOI:
https://doi.org/10.18540/jcecvl8iss11pp15137-01ePalavras-chave:
Residuos Agrícolas., Lignocelulose., Pré-tratamento., Hidrólise., Enzimas Caseiras.Resumo
A biomassa lignocelulósica, como resíduos agrícolas e florestais, pode ser reaproveitada e servir como fonte de açúcares para a produção de etanol de segunda geração (2G) e outros bioprodutos. No entanto, esses resíduos são compostos por moléculas de difícil degradação, que requerem etapas de pré-tratamento e hidrólise enzimática para sua bioconversão em açúcares fermentáveis. Ao mesmo tempo, substâncias químicas com potencial efeito inibitório no metabolismo microbiano também podem ser produzidas após os pré-tratamentos e prejudicar o rendimento geral do processo hidrolítico. Para uma hidrólise eficiente e de baixo custo, podem ser empregadas enzimas caseiras produzidas a partir de resíduos agroindustriais, como o bagaço da cana-de-açúcar. No entanto, um conjunto de parâmetros pode ser ajustado, tais como: tipo de pré-tratamento, carga enzimática, carga sólida, tempo de hidrólise e uso de aditivos, para melhorar os rendimentos em açúcares livres usando essas preparações enzimáticas in situ. Nesse sentido, estudos envolvendo a otimização das condições de pré-tratamento e sacarificação são essenciais para aumentar a taxa de bioconversão da lignocelulose. Essas estratégias são importantes para a produção de produtos com valor agregado a partir desses resíduos e, consequentemente, oferecer uma destinação correta e rentável a eles. Portanto, este estudo apresenta uma revisão das principais características que influenciam a hidrólise enzimática de resíduos agrícolas e o rendimento em açúcares redutores para a produção de etanol.
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